
O parque é também um destino turístico em ascensão, reunindo atrativos que combinam aventura e contemplação da natureza. Entre os principais pontos de visitação estão o Mirante, com 609 metros de altitude, acessível por trilha de pouco mais de 1 km; a Cachoeira do Amor, com 20 metros de queda d’água; e a Cachoeira do Ar-Condicionado, onde o vento frio que sopra das pedras cria a sensação de estar em uma sala climatizada.
Outros locais de destaque são as cachoeiras Pirapora 1 e 2, a Cachoeira Formosa — descoberta por um garimpeiro antes da criação do parque — e a Cachoeira do Pedernal, marcada por tentativas antigas de exploração petrolífera. O Buraco da Central, com aproximadamente 700 metros de profundidade, guarda a história da caldeira a lenha construída em 1938 para gerar energia à região.
Esses atrativos, aliados à cultura local, fazem da Serra do Divisor um polo de turismo de base comunitária que valoriza o conhecimento tradicional dos moradores e promove o contato direto com a floresta.
O governo do Acre e a prefeitura de Mâncio Lima têm direcionado investimentos para fortalecer a infraestrutura local e ampliar o acesso da população a serviços essenciais. Entre as obras em andamento, destacam-se:
• Reconstrução da Escola Indígena Pedro Antônio de Oliveira, na Terra Indígena Nukini, orçada em R$ 1.955.269,50;
• Construção da Escola Pedro de Morais, na comunidade São Salvador, com investimento de R$ 636 mil;
• Reforma do Mirante do Parque Nacional, que deve começar em breve;
• Reforma das cozinhas das pousadas da Serra do Divisor e do Rio Croa, no valor de R$ 1,4 milhão, já concluídas e prestes a serem inauguradas;
• Implementação de sinalização turísticanos atrativos do turismo comunitário, com investimento de R$ 400 mil.
Segundo o prefeito de Mâncio Lima, José Luís, “essas intervenções representam uma parceria fundamental entre prefeitura e governo, garantindo que os moradores da região recebam melhorias que impactam diretamente a vida de cada comunidade”.
O secretário de Estado de Educação do Acre, Aberson Carvalho, pontua que “investir em escolas e em infraestrutura é também investir na permanência das famílias na região, garantindo que o desenvolvimento ocorra de maneira integrada e sustentável”.
Aproximadamente 30 famílias vivem na Serra do Divisor. São agricultores, artesãos e condutores de turismo que se tornaram verdadeiros guardiões do parque. Para eles, a convivência harmoniosa com a natureza é motivo de orgulho.
O condutor de turismo ecológico Edmilson Cavalcante, morador do local há mais de 40 anos, resume a experiência: “Eu amo viver e trabalhar aqui, passar meu conhecimento para as pessoas que vêm nos visitar. Não trocaria por nenhum outro lugar”.
As comunidades locais são peças-chave na preservação do parque e na manutenção da cultura e dos saberes da floresta.
A moradora Eva Maria Lima, nascida e criada no parque, ilustra esse sentimento: “Sou feliz por trabalhar com turismo. Gosto de oferecer meus serviços e apresentar as belezas do nosso parque. Aqui comemos do que plantamos e vivemos em paz com a natureza”.
“Nosso trabalho é garantir que esse potencial seja explorado de forma responsável, gerando renda para a população e preservando esse tesouro natural para as próximas gerações”, disse o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.